Exterior e interior se confundem nesta casa-varanda

O gramado vasto lá fora só reforça a sensação de profundidade oferecida por qualquer ângulo desta casa, refúgio de fim de semana no interior de São Paulo.

Quase todas as casas no condomínio de luxo paulista compartilham o mesmo tipo de implantação, ocupando o centro do generoso terreno. Mas foi essa justamente a solução que a arquiteta Deborah Roig procurou evitar neste projeto para um casal com filhos já crescidos e netos. “Mesmo com a área de 3 060 m², o lote não era fácil de resolver: além da insolação ruim, começava estreito e se abria para os fundos numa subida”, conta Deborah. Privilegiado, esse fundão faz divisa com o campo de golfe do loteamento, lazer comum a todos os proprietários e hobby do marido. “Por isso, posicionamos a residência atrás, nessa parte mais alta, o que dispensou grandes movimentações de terra e garantiu uma bela vista. Com a medida, também pude liberar a frente, da fachada da rua, para o jardim com o qual sonhava a moradora.”

Outra vantagem dessa opção aparece em forma de iluminação e ventilação naturais, já que, por estar solta dos vizinhos, a construção não encontra nenhum tipo de bloqueio nas laterais, qualidade aproveitada pelas grandes aberturas presentes nos dois pavimentos. “O desenho é o de uma casa-varanda, com o vão de mais de 20 m de comprimento no térreo, pelo qual se enxerga toda a propriedade.”

Apesar de complexa, essa estrutura viu-se levantada em um ano. A relativa rapidez tem uma explicação – o sistema steel frame, de perfis leves de aço galvanizado fechados internamente com placas de gesso do tipo drywall e, externamente, com painéis cimentícios. “Trata-se de um processo industrializado e racional, com peças sob medida que já chegam identificadas para cada setor. Assim, a geração de entulho é menor. Além disso, leva vantagem termoacústica por causa do recheio de lã de rocha das paredes”, detalha Leandro Chimello Simões, engenheiro civil da Idea Sistemas Construtivos, responsável por essa parte da obra. 

Por fora, o visual acolhedor de campo surge na pedra-madeira da fachada e nas esquadrias de tom marrom, na verdade feitas de alumínio. Dentro, no térreo, ambientes integrados desfrutam do mesmo piso de cimento. A sensação de continuidade só é interrompida no meio do espaço, marcado pela escada sob uma estratégica claraboia. “Além de setorizarem esse nível, tais elementos criam um clarão central”, complementa Deborah.


Exterior e interior se confundem nesta casa-varanda
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